domingo, 3 de abril de 2016

SESSÃO 07: Roteiro de Exame Físico referente aos sintomas de peso nas pernas e inchaço da perna e tornozelo

O roteiro para o exame físico referente aos sintomas de peso nas pernas e inchaço da perna e tornozelo foi retirado de Bickley (2015).

Fonte: BICKLEY LS. Bates, propedêutica médica / Lynn S. Bickley; Peter G. Szilagyi; tradução Maria de Fátima Azevedo. - 11. ed. - Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2015, 1264 p.

O paciente deve ficar deitado e coberto por lençol de modo que a genitália externa esteja coberta e os membros inferiores fiquem totalmente expostos. É impossível realizar um bom exame por sobre calças e meias!

Inspeção: Examine os membros inferiores, desde as regiões inguinais e as nádegas até os pés. Observando: tamanho, simetria e edema, padrão e eventuais aumentos da circulação venosa, existência de pigmentação, erupções, cicatrizes ou úlceras, coloração e textura da pele, coloração dos leitos ungueais e distribuição dos pelos nas pernas, nos pés e nos dedos dos pés.

Palpe os linfonodos inguinais superficiais, incluindo os grupos horizontal e vertical. Observe tamanho, consistência e individualidade, registrando se há dor à palpação. Linfonodos inguinais bem definidos, com até 1 ou 2 cm de diâmetro, são frequentemente palpáveis em pessoas normais à o aumento dos linfonodos indica Linfadenopatia.

Artérias periféricas: Palpe os pulsos arteriais para avaliar a circulação colateral. Pulso femoral: Comprima profundamente a região abaixo do ligamento inguinal, aproximadamente no ponto médio entre a espinha ilíaca anterossuperior e a sínfise púbica. Assim como na palpação profunda abdominal, o uso das duas mãos, uma por cima da outra, facilita o exame, principalmente em pacientes obesos à o pulso reduzido ou ausente torna 10 vezes mais provável a oclusão proximal parcial ou completa.


Pulso poplíteo: O joelho do paciente deve ficar discretamente fletido com a perna relaxada. Posicione as polpas digitais de suas mãos na linha média por trás do joelho e faça uma compressão profunda na fossa poplítea. O pulso poplíteo costuma ser mais difícil de detectar que os demais pulsos, porque é mais profundo e produz uma sensação mais difusa à palpação. Se não identificar o pulso poplíteo dessa maneira, tente palpá-lo com o paciente em decúbito ventral. Flexione o joelho do paciente em aproximadamente 90°, deixe a perna relaxar contra o seu ombro ou braço e comprima profundamente a fossa poplítea com os dois polegares à o pulso poplíteo alargado e exagerado sugere aneurisma da artéria poplítea. Aneurismas poplíteos e femorais não são comuns. De modo geral, são causados por aterosclerose. A aterosclerose (arteriosclerose obliterante) obstrui mais frequentemente a circulação arterial da coxa. Neste caso, o pulso femoral continua normal e o poplíteo diminui ou desaparece






Pulso pedioso: Palpe o dorso do pé (não o tornozelo) na região imediatamente lateral ao tendão do músculo extensor do hálux. Se você não conseguir palpar o pulso, explore o dorso do pé mais lateralmente à A artéria pediosa pode estar congenitamente ausente ou ramificar-se em uma região mais acima do tornozelo. Pesquise o pulso mais lateralmente. A ausência dos pulsos arteriais do pé, quando os pulsos femorais e poplíteos são normais, torna 14 vezes mais provável o diagnóstico de doença aterosclerótica na artéria poplítea inferior ou em seus ramos – como ocorre no diabetes melito. 



Pulso tibial posterior: Encurve os dedos por trás e ligeiramente abaixo do maléolo medial do tornozelo. (Pode ser difícil palpar este pulso quando a pessoa é obesa ou apresenta edema maleolar) à A oclusão arterial súbita, como na embolia ou na trombose, gera dor e dormência ou formigamento. A extremidade distal à oclusão torna-se fria, pálida e sem pulso arterial. É necessário tratamento de emergência.


Verifique a temperatura dos pés e das pernas com o dorso de seus dedos. Compare um lado com o outro. A redução da temperatura bilateral costuma ser consequente a ambientes frios ou à ansiedade à A redução da temperatura, principalmente quando unilateral ou associada a outros sinais, sugere circulação arterial inadequada.
  
Veias periféricas. Verifique se há edema. Compare os pés e as pernas do paciente, observando as dimensões relativas e a proeminência de veias, tendões e ossos à O edema ocasiona aumento volumétrico, que pode ocultar
as veias, os tendões e as proeminências ósseas.


Verifique se há edema depressível. Comprima delicadamente, porém firmemente, com o polegar, durante pelo menos 2s, (1) o dorso de cada pé do paciente, (2) a região por trás dos maléolos mediais e (3) a região tibial anterior. Observe se houve formação de cacifo – depressão gerada pela compressão do seu polegar. Normalmente, isso não ocorre. A intensidade do edema é classificada segundo uma escala de quatro pontos, que varia de discreta a muito acentuada.


 Se for detectado edema unilateral, a medida dos membros inferiores identifica o edema e permite acompanhar sua evolução. Com uma fita métrica, meça (1) a parte anterior do pé, (2) a menor circunferência possível acima do tornozelo, (3) a maior circunferência na panturrilha e (4) a região média da coxa, medida acima da patela com o joelho esticado. Compare os dois lados. Uma diferença superior a 1 cm acima do tornozelo ou 2 cm na panturrilha é incomum em pessoas normais e sugere a existência do edema à A assimetria das panturrilhas aumenta a probabilidade de TVP. Deve-se considerar, também, a possibilidade de traumatismo ou laceração muscular, cisto de Baker (parte posterior do joelho) e atrofia muscular.
  
Se houver edema, pesquise possíveis causas relacionadas com o sistema vascular periférico. Estas incluem trombose venosa profunda recente, insuficiência venosa crônica por trombose venosa profunda prévia ou incompetência das válvulas venosas e linfedema. Observe a extensão do edema à Na trombose venosa profunda a extensão do edema sugere a localização da oclusão: a veia poplítea, quando a perna ou o tornozelo se encontram edemaciados; as veias iliofemorais, quando todo o membro inferior está edemaciado. Distensão venosa sugere edema de causa venosa. Edema bilateral ocorre na insuficiência cardíaca, na cirrose e na síndrome nefrótica.

Tente identificar uma eventual dor à palpação que acompanha a trombose venosa profunda (TVP). Palpe a região inguinal na porção imediatamente medial ao pulso femoral e verifique se há dor à palpação da veia femoral. Em seguida, com o membro inferior do paciente fletido na altura do joelho e relaxado, palpe a panturrilha. Com as pontas dos dedos, comprima cuidadosamente os músculos da panturrilha contra a tíbia e verifique se isso provoca dor ou se há cordões. Entretanto, a trombose venosa profunda pode não se associar a sinais demonstráveis, e este diagnóstico, muitas vezes, depende de um elevado grau de suspeita clínica e de outros tipos de exame.

Observe a coloração da pele. Existe alguma região de vermelhidão? Em caso positivo, verifique a temperatura do local e, com cuidado, verifique se existe, à palpação, o cordão de consistência firme de uma veia trombosada. A panturrilha é a região mais frequentemente envolvida à Edema, vermelhidão e aumento da temperatura localizados e cordão subcutâneo sugerem tromboflebite superficial.

Existem regiões acastanhadas nas proximidades do tornozelo? à A coloração acastanhada ou úlceras situadas logo acima do maléolo sugerem insuficiência
venosa crônica.

Observe se existem úlceras cutâneas. Qual é a sua localização? à O espessamento cutâneo é observado no linfedema e na insuficiência venosa avançada.

Solicite ao paciente que fique de pé e inspecione o sistema das veias safenas, à procura de varicosidades. Na posição ortostática, as varizes são preenchidas por sangue, o que facilita sua visualização. Você pode facilmente não percebê-las quando o paciente estiver em decúbito dorsal. As pernas devem ser palpadas a procura de varicosidades e de eventuais sinais de tromboflebite.

Eleve as duas pernas em cerca de 60°, até ocorrer palidez máxima dos pés, em geral isso ocorre em 1 min. O próximo passo é solicitar ao paciente que fique sentado e reto, com as duas pernas pendentes. Compare os dois pés, observando o tempo necessário para: retorno da coloração rósea à pele, em geral em cerca de 10s ou menos, e enchimento das veias dos pés e dos tornozelos, normalmente em torno de 15s à se o pé continua pálido e as veias estão só começando a ser preenchidas – sinais de insuficiência arterial.


SESSÃO 07: Conduta dos médicos no uso das redes sociais

Os critérios que inferem sobre a conduta dos médicos no uso das redes sociais estão descritos no Manual de Publicidade Médica, no qual há a seguinte informação: “A participação do médico na divulgação de assuntos médicos, em qualquer meio de comunicação de massa, deve se pautar pelo caráter exclusivo de esclarecimento e educação da sociedade, não cabendo ao mesmo agir de forma a estimular o sensacionalismo, a autopromoção ou a promoção de outro(s), sempre assegurando a divulgação de conteúdo cientificamente comprovado, válido, pertinente e de interesse público” (p. 39).


Fonte: Conselho Federal de Medicina. Manual de publicidade médica: resolução CFM nº 1.974/11 / Conselho Federal de Medicina; Comissão Nacional de Divulgação de Assuntos Médicos. – Brasília: CFM; 2011. 102 p.

SESSÃO 07: Sensibilização para condução do exame físico e construção do diagnóstico

O fragmento da série “Grey’s Anatomy” e o texto “O falecimento do exame físico” denotam sobre a relevância da condução do exame físico. Após a realização da anamnese, o exame físico é uma ferramenta de extrema importância para uma construção satisfatória do diagnóstico. As consequências quando esta etapa não é realizada, ou quando é realizada sem a atenção merecida, é a ausência de uma boa coleta de dados objetivos e subjetivos, o que acarreta em uma investigação falha e que pode contribuir para evoluções de complicações sistêmicas. Sabe-se que existe uma amplitude de exames complementares atualmente, no entanto, a anamnese e o exame físico são elementos cruciais para a identificação do diagnóstico, diminuindo os custos e deixando os exames complementares apenas para os casos que realmente necessitam.

SESSÃO 07: AVALIAÇÃO DOS OBJETIVOS DA SESSÃO


a)   Desenvolveu competências e habilidades básicas para a produção de dados significativos para o estudo de casos clínicos com ética, humanismo e sensibilidade e com precisão, validade e confiabilidade (Objetivo do Módulo 2)?

Os discentes a cada sessão desenvolvem competências e habilidades novas, sendo o aprendizado construído gradativamente.

b)   Conheceu a evolução histórica da relação sujeito-profissional de saúde, dos métodos diagnósticos e das práticas e tecnologias auxiliares à avaliação clínica?

Os discentes conheceram as abordagens pertinentes a este objetivo, e as competências continuam sendo aperfeiçoadas no decorrer de cada sessão.
  
c)   Compreendeu os fundamentos e habilitou-se nos processos de produção de dados objetivos de importância clínica (exame físico: métodos, técnicas e instrumentos)?
  
Os discentes compreenderam os fundamentos e estão se habilitando nos processos de produção de dados objetivos de importância clínica.

d)   Compreendeu os fundamentos tecnológicos e biofisiológicos dos processos de produção de dados objetivos de importância clínica?

Os discentes estão pesquisando acerca deste objetivo.


domingo, 27 de março de 2016

SESSÃO 06: ANAMNESE TRANSCRITA


A anamnese foi realizada em março de 2016, em voluntária AMFN do sexo feminino, 38 anos, medindo 1,56 cm e pesando 54 kg. Casada, nascida e residente na cidade de Itabuna-Ba, dona de casa e autônoma. Autodeclara-se parda e cristã. Durante a entrevista, a voluntária relatou ter tido 3 filhos de partos normais, fazer uso regular do Perivasc (medicação para dores nas pernas) e Gamaline (para tratamento da Síndrome da Tensão Pré-Menstrual), as duas receitadas por sua ginecologista. Além disso, faz uso irregular de Diclofenato Dietitilamônio para alívio de inchaço e dores nas pernas. Possui alergia apenas ao medicamento Dipirona. Em seu histórico pessoal de enfermidades, está a influenza, dengue, catapora, rubéola, sarampo, varizes pélvicas, e recentemente foi diagnosticada com a Síndrome da Tensão Pré-Menstrual. Já no histórico familiar de enfermidades, há um caso de reumatismo, hipertensão, câncer de colo de útero e varizes nos membros inferiores.  Quanto aos principais hábitos de vida, relatou não ser fumante, nem fazer uso de bebidas alcoólicas. Raramente se alimenta de comidas gordurosas, não pratica atividades físicas, costuma ficar muito tempo em pé e usar roupas apertadas, que prejudicam a circulação sanguínea e costumava fazer viagens longas de carro, onde há pouco espaço para as pernas. Em relação aos sintomas, sente dores e peso nas pernas, inchaço nas pernas, tornozelo e na parte superior dos pés e há pouco tempo passou a sentir dores na parte superior da coxa. Além disso, sente formigamento nas pernas, tremores nas mãos, queimação nas pernas e pés, câimbras musculares, pernas inquietas e fadiga nas mesmas. Quanto a estes sintomas, relatou senti-los há alguns anos, mas não reparou nenhuma mudança em seus hábitos de vida que pudessem provocar tais sintomas. As dores e inchaço são frequentes, durante todo o dia e ocorrem sempre no mesmo lugar, porém se intensifica quando fica muito tempo em pé, ao caminhar, subir escadas, ou fazer esforço físico e menos intensas ao suspender essas atividades e em decúbito. Há sensação de alívio e diminuição do inchaço ao elevar os membros inferiores. Já os outros sintomas são mais recorrentes. Atualmente, as unhas dos pés passaram a ficar quebradiças. E suspeita possuir problemas circulatórios. Não apresenta vermelhidão, prurido cutâneo, feridas, febre, desaparecimento de pelos nas pernas, sudorese excessiva ou intolerância ao calor, nem pele seca ou descamada. Nunca sofreu ruptura de vasos sanguíneos, nem se submeteu a cirurgias, relatou apenas ter imobilizado uma perna na infância.




SESSÃO 06: ROTEIRO CONSTRUÍDO DE ANAMNESE PARA A INVESTIGAÇÃO DE SINTOMAS PESO NAS PERNAS E INCHAÇO DA PERNA E TORNOZELO



1.    NOME:
2.    SEXO:
3.    IDADE:
4.    DATA DE NASCIMENTO:
5.    NATURALIDADE:
6.    ALTURA:
7.    PESO:
8.    TIPO SANGUÍNEO:
9.    RAÇA/ETNIA (BRANCA, PARDA, NEGRA, OUTRA):
10. RELIGIÃO:
11. ESTADO CIVIL:
12.  OCUPAÇÃO:
13.  ENDEREÇO:
14. CONTATO (TELEFONE, E-MAIL, OUTRO):
15.  FAZ USO DE MEDICAÇÃO DE USO REGULAR? QUAL?
16.  REAÇÃO HÁ ALGUM TIPO DE MEDICAMENTO? QUAL?
17. ALERGIAS?
18.  FAZ USO DE ALGUMA MEDICAÇÃO ATUAL DE USO NÃO REGULAR?
19. QUAL O HISTÓRICO DE ENFERMIDADES EM SUA FAMÍLIA?
20. QUAL O SEU HISTÓRICO PESSOAL DE ENFERMIDADES?
21. VOCÊ JÁ TEVE FILHOS? QUANTOS?
22. ESTÁ EM PERÍODO GESTACIONAL OU PUERPÉRIO?
23.  COM RELAÇÃO AOS SEUS HÁBITOS DE VIDA, VOCÊ FUMA? FAZ USO DE BEBIDAS ALCOÓLICAS? USA DROGAS? PRATICA ATIVIDADES FÍSICAS?
24. VOCÊ SE ALIMENTA DE COMIDAS GORDUROSAS?
25. POSSUI DIABETES OU HIPERTENSÃO?
26. O QUE SENTE?
27. HÁ QUANTO TEMPO ESTÁ SENTINDO?
28. COMO SURGIRAM OS SINTOMAS?
29. HOUVE ALGUMA MUDANÇA NO SEU DIA-A-DIA QUE POSSA ESTAR ASSOCIADA AO SURGIMENTO DOS SINTOMAS?
30. ALÉM DISSO, VOCÊ APRESENTA SINTOMAS COMO:
·         FORMIGAMENTO:
·         TREMORES:
·         VERMELHIDÃO:
·         DOR (PANTURRILHA, QUADRIS, NÁDEGAS, COXAS, CANELAS, PARTE SUPERIOR DOS PÉS):
·         QUEIMAÇÃO:
·         CÂIMBRAS MUSCULARES:
·         INCHAÇO:
·         FERIDAS:
·         FEBRE: ______
·         PERDA DE PESO
·         SENSAÇÃO DE PESO OU DE LATEJAMENTO:
·         RÍGIDEZ PÓS-REPOUSO:
·         PRURIDO CUTÂNEO:
·         PERNAS INQUIETAS:
·         FRAQUEZA:
·         DESAPARECIMENTO DE PELOS NAS PERNAS:
·         CANSAÇO DAS PERNAS E FADIGA:
31. AS DORES SÃO CONTÍNUAS OU RECORRENTES? ELAS OCORREM SEMPRE NO MESMO LUGAR?
32. ESTES SINTOMAS SÃO MAIS FREQUENTES EM QUAL PERÍODO DO DIA?
33. AO CAMINHAR, FAZER ATIVIDADE FÍSICA, SUBIR LADEIRAS OU ESCADAS, COMO VOCÊ SE SENTE?
34. E QUANDO SUSPENDE ESSAS ATIVIDADES? COMO SE SENTE?
35. VOCÊ FICA MUITO TEMPO EM PÉ OU SENTADO? COMO SE SENTE QUANDO ISSO OCORRE?
36. AO ELEVAR OS MEMBROS (COLOCAR AS PERNAS PARA CIMA), COMO VOCÊ SE SENTE?
37. SUA PELE ESTÁ SECA? DESCAMATIVA? FRIA?
38. SUAS UNHAS DOS PÉS ESTÃO QUEBRADIÇAS?
39. VOCÊ SENTE SUDORESE EXCESSIVA? INTOLERÂNCIA AO CALOR?
40. NA SUA FAMÍLIA, HÁ HISTÓRICO DE VARIZES, OU ALGUMA OUTRA DOENÇA VASCULAR OU CARDÍACA?
41.  JÁ SOFREU RUPTURA DE VASOS SANGUÍNEOS?
42. VOCÊ JÁ SE SUBMETEU A ALGUMA CIRURGIA OU OUTRO PROCEDIMENTO PARA TRATAR VARIZES?
43. JÁ SE SUBMETEU A ALGUM OUTRO TIPO DE CIRURGIA?
44. JÁ IMOBILIZOU ALGUM MEMBRO DO CORPO?
45. JÁ FEZ OU COSTUMA FAZER VIAGENS PROLONGADAS COMO POUCO ESPAÇO PARA AS PERNAS?
46. FICOU MUITO TEMPO EM UMA MESMA POSIÇÃO?
47. VOCÊ POSSUI PROBLEMAS CIRCULATÓRIOS?
48. POSSUI OU JÁ POSSUIU ALGUM TUMOR OU CÂNCER?
49. UTILIZA ROUPAS APERTADAS QUE PODEM PREJUDICAR A CIRCULAÇÃO SANGUÍNEA?
50.  JÁ SE CONSULTOU COM ALGUM PROFISSIONAL DE SAÚDE? QUAL FOI O DIAGNÓSTICO PRÉVIO?
51. JÁ FAZ ALGUM TIPO DE TRATAMENTO?
52. FAZ USO DE TERAPIAS COMPLEMENTARES EM SAÚDE?


SESSÃO 06: IDENTIFICAR O ERRO NO TEXTO: BENSEÑOR IM. Anamnese, exame clínico e exames complementares como testes diagnósticos. Rev. Med., 4:236-241, 2013

A fórmula para calcular a especificidade foi confundida e colocada a mesma fórmula para calcular o valor preditivo negativo.
No texto a fórmula para calcular a especificidade foi d/c+d, no entanto, a fórmula correta é d/b+d.

Livro utilizado como referência: Bickley, Lynn S. Bates, propedêutica médica. 11. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2015, 1264 p.


SESSÃO 06: OBJETIVOS DA SESSÃO


a)   Desenvolveu competências e habilidades básicas para a produção de dados significativos para o estudo de casos clínicos com ética, humanismo e sensibilidade e com precisão, validade e confiabilidade (Objetivo do Módulo 2)?

Os discentes estão desenvolvendo as habilidades básicas para a produção de dados significativos para os estudos de casos clínicos. Em cada sessão, mais conhecimentos e abordagens estão sendo apresentadas, contribuindo assim, para o desenvolvimento de competências.

b)   Conheceu a evolução histórica da relação sujeito-profissional de saúde, dos métodos diagnósticos e das práticas e tecnologias auxiliares à avaliação clínica?

Desde o início do componente houve uma preocupação com a evolução histórica de tais temáticas. No entanto, as práticas e as tecnologias auxiliares à avaliação clínica ainda estão em fase de descobrimento pelos discentes.

c)   Desenvolveu uma escuta ativa e sensível das narrativas dos sujeitos nos processos de produção de dados para fins de avaliação clínica (Entrevista, anamnese e construção da história do paciente)?


Este desenvolvimento está sendo perceptível. A cada roteiro elaborado, mais ampla está a escuta ativa. Os dados produzidos para fins de avaliação clínica estão humanizados, respeitando e valorizando as diferenças, acarretando assim, em uma boa construção da história do paciente e na valorização do processo de anamnese.

segunda-feira, 21 de março de 2016

SESSÃO 05: Anamnese realizada por Daniela Viana com alguém que tenha sido acometido recentemente de doença/afecção/moléstia aguda com sintoma de tosse

Indivíduo do sexo masculino, 1.85 cm de altura, 92 kg, sangue O+,  de cor branca, nascido em dezembro de 1985 e com 30 anos, aceitou de livre e espontânea vontade responder às perguntas acerca do seu quadro recente de enfermidade com sintoma de tosse. Esta pessoa segue a doutrina espírita, é solteiro, possui escolaridade de ensino superior completo, é nascido e residente em Itabuna – Bahia – Brasil. Não faz uso de nenhum tipo de medicação, e possui alergia a poeira, pelo e AAS (ácido acetil salicílico), sendo que a utilização deste último promove edema de glote. Imunizou-se adequadamente, faz uso de bebidas alcoólicas, e o motivo da queixa é tosse e irritação nasal. Os sintomas iniciaram a cerca de 48 horas do momento da entrevista, havendo aumento desde então, do quadro de rouquidão, irritação na garganta e congestão nasal. O tipo de tosse é seca, e as manifestações associadas foram dificuldade respiratória, afonia e secreções. Sua família apresenta histórico de hipertensão e ácido úrico.  Não houve consulta com profissional de saúde, nem uso de qualquer tipo de tratamento, nem convencional nem alternativo. Seus antecedentes de enfermidades são doenças respiratórias, asma, refluxo gastroesofágico, influenza, sinusite, alergia, exposição a alérgenos e irritantes e rinite. Possui antecedentes de internações por crise asmática. As condições às quais está submetido em sua residência são de piso de cerâmica, água encanada, construção de alvenaria e rua pavimentada por asfalto. Afirmou ausência de mudanças nos hábitos de vida recente ou próximo ao surgimento da doença.

SESSÃO 05: Anamnese realizada por Adinailton Delmiro com alguém que tenha sido acometido recentemente de doença/afecção/moléstia aguda com sintoma de tosse




SESSÃO 05: Anamnese realizada por Pedro Basílio com alguém que tenha sido acometido recentemente de doença/afecção/moléstia aguda com sintoma de tosse



Nome
LMJS
Sexo
Feminino
Idade

54
Data de nascimento  
   13/12/1962                                                
  Altura
1,56m
Peso

59kg
Tipo sanguíneo
O+

Raça
   Branca                   
   Parda  X               
   Negra                      
   Amarela                                
   Outra _________
Religião/Crença
Evangélico
Naturalidade
Camacan-BA
Estado civil
Casada
Cidade onde reside
Itabuna-BA
Escolaridade
Ensino médio completo

Ocupação
Auxiliar Administrativo
Telefone

Alergias
Dipirona, Sulfa
Medicação de uso regular
Não
Reação a medicamentos (especificar o medicamento e a reação)
Dipirona e Sulfa: Empolação, febre, dor de cabeça, coceira.
Medicação atual de não uso regular
Voltarein, Dexametazona
Imunizações

   Tétano
   Difteria
   Coqueluche
   Poliomielite
   Sarampo
   Rubéola
   Caxumba
   Gripe
   Hepatite B
   Haemophilus influenzae do tipo B
   Vacina pneumocócica
   Outra: Não foi imunizada

Hábitos de vida
   Alimentação saudável  X
   Fumante
   Uso de bebidas alcoólicas
   Uso de drogas
   Prática de atividades físicas
   Outros ________________________



Qual o motivo da consulta: Tosse e dor nas costas, pigarro na garganta.


Histórico da enfermidade atual (duração e evolução):  A tosse iniciou-se a mais ou menos 15 dias, segundo a paciente após entrar em contato com um produto que é utilizado em seu trabalho, questionada se já havia acontecido antes, afirmou que sempre que entra em contato com o produto sente os sintomas de sua queixa.

Manifestações associadas
   Vômito
   Febre súbita
   Febre gradual
   Intensidade da febre (grau) ____________
   Dor X
   Localização da dor: Costas
   Cansaço X
   Dificuldade Respiratória X
   Espirros
   Congestão nasal
   Azia
   Dispepsia
   Rouquidão: Pouca
   Afonia
   Secreções X
   Outras ______________________________

Tipo de tosse

   Seca X
   Produtiva

Consistência da secreção (muco)

   Secreção mais líquida
   Secreção intermediária
   Secreção espessa X
Coloração da secreção (muco)

   Transparente
   Branco
   Amarela X
   Verde
   Vermelha
   Marrom
   Outra _____________________
Histórico familiar de enfermidades:
Não.
Consulta prévia com algum profissional de Saúde: Foi em dois médicos.

Realização de algum tipo de tratamento: Iodeto de Potássio e Acetilcisteina

Uso de terapias alternativas em Saúde: Suco de limão e laranja com alho.

Antecedentes pessoais de enfermidades
   Doenças respiratórias X
   Asma
   Bronquite
   Refluxo gastroesofágico
   Influenza
   Sinusite
   Pneumonia
   Resfriado
   Alergia X
   Tuberculose X
   Exposição a alérgenos e irritantes X
   Doença pulmonar obstrutiva X
   Edema pulmonar
   Embolia pulmonar
   Rinite
   Laringite
   Traqueíte
   Faringite
   Outra ___________

Antecedentes pessoais de procedimentos
   Transfusão sanguínea prévia
   Traumatismos
   Acidentes
   Procedimento cirúrgico
   Internações
   Outros ___________

Condições associadas à moradia
   Piso de cerâmica X
   Piso de barro
   Piso de cimento
   Água de cisterna/poço X
   Água encanada X
   Outras _______________________
Tipos de construção

   Alvenaria X
   Taipa
   Outros __________________



Pavimentação da rua
   Asfalto
   Paralelepípedo
   Terra X
   Outra _________________________
Alguma mudança nos hábitos de vida recente ou próximo ao surgimento da doença:
Não.